sábado, 26 de março de 2011

Islândia. O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

"Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.
Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.
Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.
Lição democrática n.º 1: Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.
Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.
Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido - e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia.
Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.
Lição democrática n.º 3: As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).
Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.
Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media internacionais."
Fonte : http://www.ionline.pt

Armindo Gaspar Jesus informa :

Marque na sua agenda,Dia 31/3 e 1,2,3 de Abril a Baixa de Coimbra vai oferecer uma das melhores iniciativas alguma ves realizadas. Praça do Pão.Come,durante quatro dias uma tenda gigante instalada no Terreiro da Erva teremos fabrico de Pão,Folares e Pão de Lo,com animação noturna,onde podera ver como se fabrica,e as crianças das escolas irão por a mão na massa,as inscricões ja esgotaram,depois de o convite ter sido feito as escolas.Venha e contribua para a nossa Baixa,Patrimonio de todos nos!

Na minha quinta não virtual









quinta-feira, 24 de março de 2011

Opiniao DN sobre crise politica: KILL BILL por Andre Macedo

O próximo filme de Quentin Tarantino, o terceiro episódio de Kill Bill, começa com uma frase que diz mais ou menos assim: se te vais vingar de alguém, prepara-te: cava já duas sepulturas. O filme ainda não chegou aos cinemas, mas as cenas portuguesas dos últimos dias têm um argumento tirado a papel químico. Além da crise orçamental e do sufoco financeiro, ficou claro que os protagonistas deste enredo não se podem ver à frente. Nalguns casos, desprezam-se profundamente. Não se respeitam. Odeiam-se. Nenhum deles foi capaz de pôr de lado os próprios impulsos e instintos primitivos para ser maior do que as circunstâncias. E as circunstâncias são muito exigentes para o Estado, para o sector financeiro, para as empresas e para as famílias. A sepultura, neste caso, é comum. Vejamos: as agências de rating vão reagir mais depressa do que a própria sombra à demissão do Governo. Espanha já se distanciou da pestilência para evitar o contágio. Os juros da dívida pública vão subir para a zona de morte (dois dígitos). A capacidade de o Estado pedir dinheiro emprestado está ameaçada, dependerá de métodos alternativos para acontecer (dívida sindicada) e da boa vontade de algum país nos lançar uma bóia de salvação. Dependerá ainda do BCE nos manter ligados à máquina de oxigénio até haver novo Governo, lá para Julho. Estamos, de facto, nos cuidados intensivos, apesar de ainda com vida e possibilidades de sobrevivência. Aceitar já o fundo de resgate, com um juro entre os 5% e os 6%, e ficar sob o jugo de Bruxelas e do FMI, é uma possibilidade que se mantém sobre a mesa. Acontece que ontem à noite nenhum dos líderes políticos - especialmente Sócrates, que tinha essa obrigação - disse uma única palavra sobre esta questão. Parece que o problema de liquidez se dissolveu com a demissão do Governo. Não dissolveu. Piorou. Estamos no fio da navalha. Agora é hora de Cavaco. De Sócrates já não se espera nada.

Vasco Palmeirim canta a "Demissão" de José Sócrates!

No Tribunal de Penacova: Difamação ou Politiquice?

Hoje estive presente no Tribunal de Penacova para ser testemunha de um amigo (Mauro Carpinteiro) num processo que lhe foi movido por difamação, que mais não passou de politiquice em época de eleições e uma resposta aos ataques que foi vitima enquanto estava ausente nos Açores.
O resultado final deste processo e de um outro que foi junto a este, que o Mauro tinha apresentado contra a outra dita pessoa, resumiu-se a retirada da queixa por ambos.
Eu defendo que este tipo de situações nem devem chegar a tribunal devia existir legislação própria que obrigasse ambas as partes a pedir desculpas públicas e em caso de não fazerem serem obrigado a horas de serviço cívico e um montante a ser entregue a Instituições de Solidariedade Social.
Também ficou demonstrado de forma afincada que o Tribunal de Penacova não tem as mínimas condições de funcionamento, as testemunhas e os arguidos de ambas as partes estão juntos no corredor, a sala de audiências tem manchas de humidade nas paredes, o chão com o soalho cheio de buracos.

Palavras para que?

Coimbra. CIN. Apetece-me.


Penacova num dia de chuva





terça-feira, 22 de março de 2011

Exteriorização do amor ou vandalismo?

“Crime social”


As fotos acima levaram-me a tirar algumas conclusões.
Nos tempos que correm de enorme crise financeira e social, deitar dezenas de bolos (sem creme) para um contentor do lixo é de lamentar. Era preferível o autor do “crime social”, dar estes bolos no final do dia aos mais desfavorecidos, a instituições de solidariedade que diariamente faça chuva ou faça sol, fazem giros pelas ruas para dar apoio aos sem-abrigo.
A senhora que estava a tirar os bolos do contentor do lixo, enquanto estive a observar não guardou nenhum bolo nem comeu, simplesmente se limitou a parti-los aos bocados para dar às pombas que por ali abundam.

Incêndio urbano na antiga Fábrica Ideal. Quem ganha e quem perde com este incêndio?








Na tarde de hoje pelas 15h 30,as sirenes dos bombeiros e das ambulâncias ouviam-se de forma estrondosa na zona do Arnado.
Corri para ver o que se passava pois a minha filha estuda naquela, deparei-me com o incêndio na antiga fábrica de têxteis Ideal, que nos últimos anos tem sido casa de sem-abrigo e casa de consumo e tráfico de droga, não estou a relacionar o incêndio da fábrica com os toxicodependentes, eles são uma vítima da sociedade, e conheço muito bem o meio a que me refiro, não acredito que o incêndio tenha tido origem de algum toxicodependente, pois não é muito credível que algum estivesse aquela hora nas instalações com o calor que se fazia sentir.
Voltamos ao incêndio na antiga fabrica Ideal, ouvi no noticiário das 19 horas o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, o Dr. Barbosa de Melo, a dizer que a antiga fábrica já tinha um projecto aprovado há cerca de 30 dias e que ia ali ser construído um hotel.

Pergunto eu:

É melhor um novo hotel que o que lá existia actualmente, isso sem sombra de duvidas, mas um hotel ao lado de outro hotel? Com vistas para a piscina do outro hotel? Não sei se me estou a fazer entender, mas deixem lá, sou eu para aqui a fantasiar.
Ignoro a origem do incêndio, mas conjecturando que nestas coisas uns ganham, outros perdem e por vezes todos ganham ou perdem, só espero que se construa por lá um hotel ou um Centro de Eventos, mas não deixem ficar por lá anos a fio as ruínas de uma das mais emblemáticas fábricas de Coimbra.

Novos bandoleiros...

Se calhar, o Francisco Louca do BE ate tem alguma razão...
Portugal se anda a pagar empréstimos externos entre 7 a 8%... um roubo e depois dizem-nos para apertar o cinto e viver com mais impostos e menos rendimentos para fazer a consolidação orçamental...
O Mundo vive uma crise mundial que se iniciou com o aumentos do petróleo que levou as pessoas a não terem dinheiro para tudo e deixarem de pagar as prestações das casas aos bancos... Os bancos começaram a berrar... os fundos monetários começaram a revelar erros e omissões quanto as informações, percebeu-se que muitas empresas investiam em "activos tóxicos" que não passavam de lixo nas contas para iludir os utilizadores dessas informações... Percebeu-se que muitos fundos internacionais não valiam o que diziam valer e foi um colapso total das economias ocidentais...
Os bancos berraram, exigiram medidas de apoio, os governos deram dinheiro aos bancos, deram avales a empréstimos aos bancos e nacionalizaram bancos para os salvar e o mercado bancário não ficar desacreditado... Estes apoios custaram milhões, biliões de euros e os orçamentos foram barbaramente desequilibrados, o euro ficou em risco e, em nome da consolidação orçamental que foi mandada as urtigas com as ajudas aos bancos, agora terem só que apertar o cinto aos cidadãos para recuperar o que os bancos perderam e as ajudas que lhes foram dadas...
Ma só que se passou em Portugal? A Banca continua a dar lucros... a custa dos apoios financeiros do Estado e do endividamento do próprio Estado que enriquece e muito a banca, principalmente a externa, que exige mais rigor nas contas públicas portuguesas...
Talvez a solução para os problemas de Portugal não seja assim tão difícil... talvez fosse fácil se houvesse coragem para agir onde se deve agir e como se deve agir...
Assistam e reenviem a todos os vossos contactos, este link em baixo, é exposto por um Americano, como foi feita esta enorme crise mundial, especialmente para certos Países como Grécia, Irlanda e Portugal (por enquanto).

Não deixem de ver e ouvir este registo no YouTube: clique aqui!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Para aliviar o stress....

Estes Putos

Crítica dos Homens da Luta a Miguel Sousa Tavares:

Censos sem senso!

No dia de hoje duas moradoras idosas da baixa de Coimbra, mais propriamente da Rua das Azeiteiras, informaram-me que não receberam os Inquéritos dos Censos para poderem preencher.
Encontrei na Praça do Comercio uma rapariga equipa a rigor com a chapa de identificação e o colete dos Censos 2011 e dirigi-me a ela para me informar como poderia obter os Inquéritos para entregar às idosas, até aqui nada de especial. A jovem disse-me que não era ela que fazia aquela rua e que não existia problema, quem não receber os Inquéritos não os preenche e assunto resolvido. Como a resposta não me agradou, perguntei se na Junta de Freguesia não entregavam os Inquéritos a quem não os recebeu, voltou a dizer-me que não porque isso era trabalho dela e dos colegas que foram recrutados para o efeito e que ao contrário que foi dito na comunicação social, ainda vão andar a entregar os Inquéritos dos Censos até quarta-feira.

PEC IV ou atentado terrorista?


( Foto da Web)
Acabei de ler o PEC IV - Plano de estabilidade e crescimento, a única coisa que tenho a dizer é que este documento não passa de uma certidão de óbito aos mais desfavorecidos e de um acto terrorista para todos os portugueses.
Pode ler o PEC IV AQUI!