sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A todos um bom 2011

Um bom Ano de 2011,com saúde, paz e muita força para se poder combater contra a fatalidade.

Desejo a todos os que me têm acompanhado aqui, no blogue Questões Nacionais e no Facebook, coragem para libertarem as amarras e denunciarem tudo o que vai mal, bem como o de bom que se vai fazendo.
Muito obrigados.

Realmente...

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... quando os homens se revelam uns merdas mais vale uma mulher entregar-se ao carinho dos animais que são muito menos animais do que alguns homens que andam por ai.

Cozinha Económica encerrada no dia 31-12-2010

É com uma enorme revolta que volto assistir a este ano o encerramento da Cozinha Económica em Coimbra nesta época do ano.
É sabido que a Cozinha Económica presta um grande serviço aos mais necessitados da cidade de Coimbra, mas estar encerrado na véspera de Natal ao almoço, só dando a Ceia de Natal, e estar encerrado no fim de semana já não posso concordar, o espírito de natal tem de ser mantido ao longo dos 365 dias, mas estar encerrado no dia de hoje obrigando os seus utilizadores a ficarem três dias sem qualquer tipo de refeição é intolerável para não dizer desumano.
É urgente arranjar mecanismos para que a Cozinha Económica esteja aberta todos os dias do ano, ainda para mais nestes tempos de austeridade, de grande pobreza financeira e de valores.
Hoje da parte da tarde, darei algumas latas de conserva aos utilizadores da Cozinha Económica que se desloquem à Mercearia Humberto na Rua das Azeiteiras, é a minha forma de estar na vida e de poder contribuir para um melhor nível de vida de todos.
Eu contribuo, faz o mesmo, os portugueses merecem.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

No que vai dar a nova lei das Reformas ....

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Pela noite da Baixa

Efeito dos saldos

Nem com saldos a baixa lá vai

Tv. em directo

ESTE SITE PERMITE VER TELEVISÃO NA INTERNET, É SEM DÚVIDA O MELHOR

BOAS FESTAS

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O MUNDO VIRTUAL… DE MUITA GENTE…

O MUNDO VIRTUAL… DE MUITA GENTE…


Dá que pensar, sejam felizes…

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de
programação num sistema que estava a desenvolver, além de planear a minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são.
Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.
Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas.
Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.
- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?
Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.
O peso na consciência, impedem-me de o dizer.
Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.
Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses):
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Senhor você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar,trabalhar,aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar,sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar,apanhar,pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer.
Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo eu!!!
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual.
A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo,enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.
Isto é virtual não é senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino acabasse de literalmente 'devorar' o prato dele,paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um 'Brigado senhor, você é muito simpático!'.
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!

Agora, tem duas escolhas...

1. Enviar ou partilhar  esta mensagem aos amigos e amigas
ou
2. Apagá-la, fingindo que não foste tocado por ela!!!

ONDE ESTARÃO AS MÃOS DE DEUS?

Texto reenviado por uma colega e amiga de serviço. Obrigado Ivone.

Quando vejo a terra quebrada e abandonada, lugares e vidas humanas arrasados pela fúria dos rios, amigos e compatriotas com o olhar perdido porque perderam tudo, até o irrecuperável,
pergunto-me...
Onde estarão as mãos de Deus?
Quando observo a injustiça, a corrupção, o que explora o débil... Quando vejo o prepotente e o pedante enriquecerem-se às custas do ignorante e do pobre, do operário e do camponês carentes de recursos para defender seus direitos,
pergunto-me...
Onde estarão as mãos de Deus?
Quando contemplo essa anciã esquecida... Quando seu olhar é nostálgico e balbucia, todavia, algumas palavras de amor pelo filho que a abandonou,
pergunto-me...
Onde estarão as mãos de Deus?
Quando vejo o moribundo em sua agonia, cheio de dor... Quando observo sua esposa e seus filhos desejando não vê-lo sofrer... Quando o sofrimento é intolerável e seu leito se converte em um grito de súplica de paz,
pergunto-me...
Onde estarão as mãos de Deus?
Quando essa jovenzinha, que deveria sonhar em fantasias, arrasta sua existência e, em seu rosto, se reflecte já o enfado de viver e, buscando sobreviver, pinta a boca, ajusta o vestido e sai para vender seu corpo, pergunto-me...
Onde estarão as mãos de Deus?
Quando aquele pequeno, às três da madrugada, me oferece seu jornal ou sua miserável caixinha de doces sem vender... Quando o vejo dormir na porta de um saguão, tiritando de frio, com uns quantos jornais que cobrem seu frágil corpinho... Quando seu olhar me pede uma carícia, quando o vejo vagar sem esperanças com a única companhia de um cachorro vira-latas, pergunto-me...
Onde estão as mãos de Deus?
E tive a ousadia de enfrentar-me com Ele e Lhe perguntar: “ONDE ESTÃO TUAS MÃOS, SENHOR, para lutar pela justiça, para dar um carinho, um consolo ao abandonado, resgatar a juventude das drogas, dar amor e ternura aos esquecidos?"
Depois de um longo silêncio escutei Sua Voz, que me clamou:
“Não te dás conta de que tu és minhas mãos? Atreve-te a usá-las para o que foram feitas: para dar amor e ser instrumento."
E compreendi que as mãos de Deus são EU… e és TU!
Os que têm a vontade, o conhecimento e a coragem para lutar por um mundo mais humano e justo, aqueles cujos ideais são tão altos que não podem deixar de responder ao apelo do destino, aqueles que desafiam a dor, a crítica e a blasfémia... Esses são os que decidem ser “as mãos de Deus”.
Senhor, agora que me dou conta de que minhas mãos estão vazias e que não deram o que deveriam dar, peço-Te perdão pelo amor que me deste e que eu não soube partilhar.
Devo usar minhas mãos para amar e Te honrar pela grandeza da criação.
Autor:
Lamentavelmente desconheço

Um Bom ano de 2011

A todos desejo um Ano de 2011 cheio de saúde e paz .

No ano que se avizinha, teremos de "lutar" para que não nos retirem o pouco que nos foi dado, aliás o que foi conquistado mesmo antes do 25 de Abril de 1974.

É tempo de rasgar os nevoeiros

De secar os prantos

No pano de um regaço

É tempo de celebrar a vida

Abrir os sonhos

Voar nas asas da Paz

Desenhar no universo

O rosto deste grão de areia

E afagá-lo

É tempo de recomeçar

De repensar

De doar

De partilhar

Mesmo que o tempo seja o segundo

Que nos abrace

É tempo de soltar as palavras,os gestos

Na eternidade de um agora

Que não regressará.

É tempo de sorrir e mar.

O inventor do anzol

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Previsão do BORDA D'ÁGUA para 2011


Quem não conhece O Borda D'Água, publicado desde 1929? Na última página, lá aparecem as previsões – o "Juízo do Ano". Vejamos o que nos diz para 2011:


«O ano de 2011 entra a um Sábado, dia consagrado a Saturno (do latim Saturnus), um planeta de movimento lento que leva cerca de 30 anos para completar a sua órbita. A sua hora é a primeira ao sair do Sol e a oitava depois de ter saído. O metal de Saturno é o chumbo, lento e pesado; a sua luz é cinza; é frio e seco, melancólico e térreo, masculino e diurno; é inimigo da natureza humana.”
Depois de fazer uma exaustiva descrição sobre aquele Corpo Celeste nas diversas mitologias, acrescenta que para este ano “Saturno traz destruição, fome, carestia, inquietação, miséria, angústia e tristeza; tem domínio sobre os velhos, os caducos e solitários, os tristes e melancólicos. O ano de 2011 será dominado pela carestia; mas tenhamos fé e lutemos com determinação para reverter a situação.”
Sobre a meteorologia, prognostica que o Inverno será longo e frio e com pouca chuva. A Primavera será ventosa. O Verão irá ser bastante húmido e o Outono prevê-se seco e fresco.
Na agricultura “ teremos de contar com pouco trigo, azeite, mel e vinho. Em contrapartida haverá abundância de frutas. No reino animal, as ovelhas serão atingidas pela elevada mortandade.”
E diz também que “Nas pessoas as desuniões reinarão e os divórcios proliferarão; na saúde podem-se esperar febres e epidemias não só em Portugal mas um pouco por todo o mundo.”
Para quem nascer em 2011 parece que, quanto a beleza, vão ser pouco prendados. Ora vejamos: “ terão o rosto grande e feio; os olhos serão inclinados para a terra e assimétricos sendo o nariz grande e largo, os lábios grossos, as sobrancelhas juntas, a pele escura, os cabelos negros e ásperos e os dentes encavalitados e desproporcionados. As mulheres terão peitos volumosos em corpos magros e esqueléticos.”
Texto retirado com a devida autorização do Blogue Penacovaonline.



Electrodomésticos em stand by

Deixar os electrodomésticos em stand by pode custar até 10 milhões à União Europeia

Uma família pode desperdiçar até 100 euros por ano se deixar os electrodomésticos em stand by, o que perfaz 10 milhões de euros na União Europeia. A conclusão é de um estudo liderado por uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade d...e Coimbra. Se os consumidores europeus optassem por desligar completamente os electrodomésticos, poderiam ainda poupar até 35 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Centro Hospitalar de Coimbra, EPE

Listagem de Contactos - Gerais
Administração e Serviços Centrais

Centro Hospitalar de Coimbra

Quinta dos Vales
3041-801 S. Martinho do Bispo
Tel:
Geral: 239800100
Conselho de Administração: 239800104
Serviços Farmacêuticos: 239800178
Serviços Financeiros: 239800129
Serviço de Gestão de Materiais: 239800040
Serviço de Gestão de Recursos Humanos: 239800045
Serviço de Instalações e Equipamentos: 239800158
Fax:
Geral / Conselho de Administração: 239442820
Serviços Farmacêuticos: 239800178
Serviço de Gestão de Materiais: 239812987
Serviço de Instalações e Equipamentos: 239800078
E-Mail: correio@chc.min-saude.pt

Hospital Geral
Quinta dos Vales
3041-801 S. Martinho do Bispo
Tel:
Geral: 239800100
Linha Azul: 239442123
Urgências: 239800100 - ext. 3731/3732
Consultas Externas: 239800156
Secretaria: 239800127
Fax: 239800068
E-Mail: correio@chc.min-saude.pt

Hospital Pediátrico
Avenida Bissaya Barreto 3000-076 Coimbra
Tel:
Geral: 239480300
Urgências: 239480321
Consultas Externas:
Centro de Desenvolvimento da Criança: 239480601
Especialidades Cirúrgicas: 239480633
Especialidades Médicas: 239480632
Secretaria: 239480310
Fax: 239717216
E-Mail: correio.hpc@chc.min-saude.pt

Maternidade de Bissaya Barreto
Rua Augusta 3000-061 Coimbra
Tel:
Geral: 239 480400
Urgências: 239480426
Consultas Externas: 239480460
Ecografia: 239480499
Fax: 239480422
E-Mail: adm.mbb@chc.min-saude.pt

Nota Informativa de "OS VERDES"

EM DEFESA DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO
OS VERDES” E FRANCISCO LOPES SOLIDÁRIOS COM POPULAÇÕES
DO RAMAL DA LOUSÃ
Solidários com a população do Ramal da Lousã que, com a decisão de suspensão das obras, vê o seu direito à mobilidade ameaçado, dirigentes e activistas de “Os Verdes” vão na próxima quinta-feira, dia 30, contactar as populações afectadas por esta decisão do Governo, ouvir o Movimento de Defesa do Ramal da Lousã e fazer a viagem, de Miranda do Corvo até Coimbra nos autocarros “alternativos”.
“Os Verdes” convidaram Francisco Lopes, Candidato à Presidência da República, a acompanhar esta Viagem e a partilhar esta acção em defesa do transporte ferroviário.
Para “Os Verdes” o debate eleitoral não pode ficar à margem deste problema e tem de contribuir para identificar claramente as responsabilidades, não só relativamente às decisões sobre o Ramal da Lousã, mas também e ainda, em relação às políticas e medidas adoptadas, nas últimas duas décadas, que têm promovido o desmembramento e fragilização do sector ferroviário em Portugal, contribuindo para encravar a mobilidade e agravar as assimetrias regionais e dos problemas ambientais.
Esta “viagem” em defesa do transporte ferroviário visa ainda marcar a reprovação dos ecologistas em relação às últimas intenções anunciadas, pelo Governo, para o sector ferroviário que caso se venham a concretizar, terão efeitos gravíssimos para os trabalhadores do sector, para os passageiros e para o ambiente.
Esta jornada promovida pelos ecologistas que apoiam Francisco Lopes, acabará, com uma visita às Hortas Urbanas de Coimbra, projecto inovador, de grande interesse social, económico e ambiental e que vai ao encontro da Campanha levada a cabo pelos “ Verdes” sobre o lema “Produzir e Consumir Local”.
Programa do Dia 30 de Dezembro
(Quinta-feira)
07:45h – Miranda do Corvo, contacto com os utentes do ramal da Lousã na estação
08:30h – Moinhos, reunião com o Movimento de Defesa do Ramal da Lousã
09:30h – viagem de autocarro até Coimbra (Portagem-Coimbra A)
10:15h – Declarações à Comunicação Social na escadaria da Estação de Coimbra A
11:15 – Visita às Hortas Urbanas de Coimbra/Bairro do Ingote – contacto com Hortelãos e moradores.
Lisboa, 28 de Dezembro de 2010
Gabinete de Imprensa de “Os Verdes”
(T: 213 919 642 – F: 213 917 424  TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)
http://www.osverdes.pt/

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Merry crisis and a Happy new fear

Reenvio dos verdadeiros Votos de Natal e Ano Novo do PM Jose Socratres e colegas de(s)Governo...

UMA CRISE FELIZ  E UM ANO NOVO CHEIO DE MEDO

A sabedoria do Mendigo

"Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco.
Não tinham onde dormir; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião.
Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas e falou:
Nossa amizade começou com um pedaço de pão. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço; e ele agradeceu, abanando o rabo. Daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Curioso perguntei:
- Como vocês se ajudam?
Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, perguntei:
Serapião, você tem algum desejo na vida?
Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso? Indaguei.
É, no momento é só isso que eu desejo.
Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.
Não me contive e perguntei, intrigado:
Por que você deu para ao Malhado, logo a salsicha?
Ele com a boca cheia respondeu:
Para o melhor amigo, o melhor pedaço!
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e sai pensando.
Aprendi como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.
Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
"PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO"
(Autoria: Innocêncio de Jesus Viégas)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A sucessão monárquica na Câmara Municipal de Coimbra

Como não obtive uma resposta que considere válida, pois acerca de sete meses já tinha escrito no meu blogue que o antigo Presidente Carlos Encarnação ia fazer uma retirada estratégica para dar o lugar a Barbosa de Melo, vou desenvolver o meu raciocínio. Este senhor que deixou de ter “Amor por Coimbra” idealiza-se como a grande vítima, mas na realidade não passou de um Bluff, que utilizou meia dúzia de chavões para todas as ocasiões.
Mas o que foi feito por Coimbra nestes últimos anos, mais concretamente pela baixa de Coimbra? Sim, é verdade! Houve festas e mais festas, copos e patuscadas, á conta do orçamento. Mas na realidade o que existe? Uma baixa da cidade arruinada que podia ser o nosso orgulho.
Não posso acreditar como é que as pessoas têm saudades do trabalho deste senhor. O homem andou a declamar “Amor por Coimbra”, a proclamar Democracia, a liberdade, o desenvolvimento do Concelho, quando na realidade o que pretende é o seu bem-estar, nem que tenha que voltar aos tempos remotos da Monarquia e fomentar a sua sucessão, como se de pai para filho se trate.

Não sei quem escreveu!


Aparentemente, passámos de um destino de navegadores a clientes de segunda de alfaiatarias, uma, dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, outra, ainda mais miserável, de um gajo "licenciado" nas Novas Oportunidades, que se deslumbra com tecidos que lhe assentam francamente mal.
Vou ser breve, e introduzir já a frase com que se deverá concluir este texto: chegámos ao tempo em que é preciso fazer cortes, mas não nos salários, e, sim, em certas cabeças.
O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e a mais recente, o BPN, onde estavam todos, 20 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer ser uma "Crise".
Depois, veio a outra "Crise", a Internacional, cozinhada em Bilderberg, e que se destinava, como se destinará, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, e impotentes. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade, e vamos ter, nós, os intelectuais, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra esse pântano civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.
Como na Epopeia de Jasão, depois do miserável Cavaco, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sr. Sócrates, um Matrix de Trás os Montes, o que, já de si, cheira a ovelha, animal que só estimo naquela classe de afetos que São Francisco de Assis pregava, e nada mais. Podem chamar-se o que quiserem, Pedros Silvas Pereiras, a Isabel Alçada, a aquecer os motores para substituir o marido na Gulbenkian, mal ele se reforme; a mulher-a-dias do Trabalho, e aquele pequeno horror, chamado Augusto Santos Silva, que parece, uma barata de cabelos brancos. Esta gente toda convive connosco, quer-nos levar ao abismo, e fala da inevitabilidade de "cortes".
Eu também estou de acordo: toda a frota de carros da Administração Pública deve ser vendida em hasta pública -- pode ser aos pretos da Isabel Dos Santos, que adoram essas coisas... -- e passe social L123, para todos os Conselhos de Administração, com fedor de Vara, Cardona, Gomes, ou Zeinal Bava. Os gabinetes imediatamente dissolvidos, e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; os "Institutos", de quem o Vara era especialista, e o Guterres, num súbito fulgor de não miopia chamou "o Pântano"; os "off-shores"; a tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases, enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treta, inaugurado pelo Sr. Soares, e transformado depois, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos governa.
Acontece que, se os Portugueses sentissem que estavam a ser governados por gente honesta, e tivesse acontecido um descalabro financeiro, prontamente se uniriam, para ajudar a salvar o seu pequeno quintal. Na realidade, a sensação geral é a de que há, ao contrário, um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", de "BPNs", "BPPs", "BCPs", "Furacões", "Independentes", Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, do rimel das Cândidas e das menos cândidas, das Relações, e das relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus, enfim, de uma Corja, que devia ser fuzilada em massa, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou já mesmo nada.
Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser.
Pessoalmente, mas não tenho armas, já escolhi alguns alvos.
Curiosamente, se pudesse, nem seria um Político aquele que eu primeiro abateria, seria uma coisa, uma lêndea, um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio, que julga que, por estar longe, fugiu da alçada de um qualquer desvairado que se lembre de ainda o esborrachar com o tacão.
Infelizmente, ou felizmente, nem sou violento, nem tenho armamento em casa, porque é chegada a hora, não dos cortes no bem estar de quem tem pouco, mas nas cabeças que provocaram, ao longo de décadas, o imenso horror em que estamos.
Toda a gente lhes conhece os rostos, e suponho que será unânime na punição.
Por muito menos, há quase 100 anos, deitou-se abaixo um regime, cuja corrupção era uma brincadeira, ao lado do que estamos a presenciar.
Não tenho armas, digo, mas menti, porque, de facto, tenho uma, e que é a pior de todas, o Dom da Palavra, e acabei, esta noite, de voltar a tirá-la do bolso.
Espero que vos faça acordar.
(Recebido por e-mail)

O Povo Paga para Pagar!!!

Não será certamente do conhecimento de todos, mas sabiam que por todos os pagamentos de portagem, feitos por cartão Multibanco, a Brisa, cobra mais 1,20€? Sim... para além do valor de portagem, que normalmente é exorbitante, ainda se paga por utilizar o cartão Multibanco, no método aconselhado pela empresa em causa, para facilitar o troco, para facilitar o trabalho do Portageiro, mas a verdadeira causa, não está explicada... Incentiva-me este meio de pagamento, porque por cada utilização de cartões multibanco, os Senhores recebem a módica quantia de UM EURO E VINTE CÊNTIMOS.
No link abaixo, não está escrito absolutamente nada em relação a isto!
Confirme aqui!
Esta situação foi-me explicada (a mim, Cândida Sofia) após verificação do meu extracto, e ter dado conta que estes valores me haviam sido debitados, sem qualquer motivo. Ao telefonar para o meu Banco, a situação foi-me explicada... Enviei um correio electrónico à Brisa a reclamar. A quem der conta do mesmo, por favor reclame... A seguir vou enviar um email à DECO a expor a situação.

Façam o que entenderem com a informação. Acho ridículo este tipo de situação. O Povo Paga para Pagar!!!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Outra perspectiva ocular

Olhares desfocados

Derrocada na Rua Corpo de Deus


Jantar do Executivo da Junta e Assembleia de Freguesia São Bartolomeu

Carta de Henrique Raposo a Jorge Coelho


Esta carta tem de ser lida...
"Caro Dr. Jorge Coelho, como sabe, V. Exa. enviou-me uma carta, com conhecimento para a direcção deste jornal. Aqui fica a minha resposta.
Em 'O Governo e a Mota-Engil' (crónica do sítio do Expresso), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros. Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA). Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela internet, a Ascendi apontou para um "lapso" do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões, e não a 587 milhões. Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto. À noite, a SIC falou sobre o assunto. Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retractasse. Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu. O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o 'lapso' era um 'facto' consagrado no OE. V. Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um Zé Ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país. Isto até parece brincadeirinha.
Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: "quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?". A isto, V. Exa. respondeu com um excelso "servi a Causa Pública durante mais de 20 anos". Bravo. Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os "lapsos" de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto. E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do actual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtoras. Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho. O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal. Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objectivo de enriquecer as construtoras. Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS. Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida colectiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transaccionáveis que destruiu o meu futuro próximo. No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retractar-me com uma simples frase: "eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o Alfa e o Ómega da nossa economia". Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores."
( Recebido por e-mail)


O que é ser português? Ser português é…

O que é ser português? Ser português é…

Sem querer generalizar, este texto é para todos os portugueses!
Especialmente para aqueles que têm o dom de ser… mesmo tugas!
Ser português é não respeitar quem o respeita, é ter inveja do seu vizinho e ser curioso mas ter preguiça em aprender. É dar um murro na mesa quando quer ser ouvido e ser bom mas não ser reconhecido, ou então ser reconhecido e deixa de ser português.
Ser português é levar o arroz de frango para a praia, é guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro e criticar o governo local mas jamais se queixar oficialmente. É enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento, é emigrar e mandar piropos a desconhecidas.
Ser português é ninguém saber nada do nosso país excepto os Brasileiros e os Espanhóis que gozam dele, é levar a vida mais relaxada da Europa mesmo sendo os últimos de quase todas as estatísticas.
Ser tuga é fazer sinal de luzes para avisar os maus condutores, é ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola, é exigir que lhe chamem “Doutor” mesmo sendo um zé-ninguém e passar o domingo no centro comercial. É tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou a tampa da esferográfica.
Ser português é axaxinar o Portuguex ao eskrever. É ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós, é deitar tarde e ver diariamente cinco telenovelas brasileiras. É já ter “ido à bruxa” e ter os filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
Ser português é ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer e lavar o carro na fonte ao domingo. É não ser racista mas abrir uma excepção para com os ciganos. É levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos. É ter uma mãe ou avó que se veste de luto, é viver em casa dos pais até aos 30 e acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
Ser português é ter bigode e ser baixinho, é ter três telemóveis e organizar jogos de futebol solteiros e casados. É ir à bola ao domingo à tarde e bater na mulher à noite.
Ser português é gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista, é cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos. É pedir um empréstimo para ir pró Algarve em Agosto, é ir passear de carro ao domingo para a avenida principal e ser adolescente e dizer “prontos” no fim de cada frase.

Texto adaptado
in Portal das Curiosidades

Enfim, ser tuga é o sonho de qualquer um, excepto o nosso! Mas é um orgulho ser português!


sábado, 25 de dezembro de 2010

DIREITO DE RESPOSTA do Sr. Vereador Francisco Queirós

Ex.mos Senhores:
Enviamos em anexo uma nota de esclarecimento do Sr. Vereador Francisco Queirós, cuja publicação agradecemos.
O Esclarecimento é redigido ao abrigo do DIREITO DE RESPOSTA, a propósito de uma notícia publicada hoje no Diário de Coimbra e foi, em primeira-mão dirigida ao Director daquele jornal.
Assim, com o objectivo da salvaguarda do seu bom-nome e da reposição da verdade dos factos, incumbe-me o Sr. Vereador da CDU, Francisco Queirós, de solicitar a todos os órgãos de comunicação social a divulgação do presente esclarecimento.
Certos da vossa colaboração, enviamos os melhores cumprimentos.
P’lo Gabinete de Apoio ao Vereador
A Adjunta do Vereador,
Vanda Santos



Todos devem ler esta CARTA dirigida ao Sr. Primeiro


A minha melhor prenda de Natal

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um vómito

"O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas. Foi para aqueles que mais ganha
Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, tornou-se o ilustrativo exemplo de como a política, quando já se julga que não pode descer mais baixo, ainda tem mais um degrau para descer no mundo da amoralidade. Os subsídios aos funcionários atingidos pelos cortes nos vencimentos, que segundo ele não ultrapassam três milhões de euros, nem chegam a ser uma medida populista.
Atingem um núcleo restrito de técnicos superiores, chefes de divisão, directores e subdirectores, nos quais se incluem naturalmente o contingente dos seus mais leais serviçais políticos. Os 'boys' de César. Não tem a ver com ultraperiferia nem com a atracção de novos quadros, como alguém argumentou, pois não vai surgir desta decisão cesarista um movimento migratório de quadros técnicos para os Açores. Tem apenas a ver com ambição e perfil de quem nos governa. Tido como um dos eventuais substitutos de Sócrates, o que daqui resulta é que quer atingir Sócrates. Não pela criação de uma política nobre, mas à cotovelada.
O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas. Foi para aqueles que mais ganham, e ao mesmo tempo um valente pontapé no Governo central do seu Partido. Em nome dos Açores? Não. Em nome da Autonomia? Não. Em nome dos interesses estratégicos de César. Um general que não alimenta as tropas corre o risco de deserções.
A sua decisão não foi apenas uma afronta ao Governo da República. É um escárnio sobre os funcionários que nas mesmas condições, em zonas mais pobres do que os Açores, estão comprometidos com o apertar do cinto orçamental. É o desprezo absoluto pela política nacional por troca com os prémios de jogo que decidiu pagar às suas clientelas regionais. Diz que este ano a massa resulta de umas obra num campo de futebol que não se farão. E para o ano? E para o ano seguinte? É claro que acabarão por pagar aqueles que viram no resto do país os seus salários cortados. Não admira pois que esta mediocridade moral nem consiga receber o apoio do seu Partido.
É levar demasiado longe o caciquismo. Aos limites do vómito. Porém, regozija-se o Bloco de Esquerda, o símbolo maior do refilanço pré-juvenil com e sem causas. E.... Manuel Alegre! É doloroso ver um candidato a Presidente da República preso a esta imundície moral por necessidade de votos. Dirão alguns que é coisa menor comparando com os muitos milhões do BPN e de outros imbróglios afins. Seria verdade se o dinheiro fosse a medida de todas as coisas. Mas não é. A maior das medidas é o sentido de Pátria, assumida com elevada responsabilidade e rigor. E isto. César não sabe o que é.
O César é um caça votos!"
Por: Francisco Moita Flores

Metro à Superficie

Fotos de Cajo Conde Do Ameal

Medalha de Ouro para Sansão Coelho

Um prémio bastante justo!

A pedido do Maestro Manuel Abreu, do Grupo de Cordas Allegro

A pedido do Maestro Manuel Abreu, do Grupo de Cordas Allegro, reenvio para conhecimento e melhor divulgação.
Trata-se de um espectáculo do Grupo de Cordas Allegro, que se prevê venha a ser um espectáculo soberbo, no próximo Domingo, dia 26 de Dezembro, na Igreja Matriz de Tentúgal, concelho de Montemor-o-Velho.
Deixo assim o meu apelo à V. melhor divulgação e, se puderem, à participação. Estou certo que irão concordar comigo!
Nota: O Grupo de Cordas Allegro tem sede na freguesia de Souselas, Coimbra, é composto por 13 jovens e tem quatro CD's gravados e um DVD.
Para mais informações, poderão falar com o próprio Maestro Manuel Abreu, pelo telef. 919336141 ou com a organização do evento.
Com os melhores cumprimentos,
Eduardo Ferreira

Os novos valores democráticos que a CDU de Coimbra defende


Comentário recebido no meu perfil no Facebook:
 É MENTIRA!!! VOTEI EXACTAMENTE AO CONTRÀRIO DO QUE DIZ O DC!!!!

Maioria e CDU chumbam reabertura total das reuniões
Os votos contra da maioria eleita pela Coligação Por Coimbra (PSD/CDS-PP/PPM) e do vereador da CDU, Francisco Queirós, impediram a reabertura da totalidade das reuniões quinzenais da Câmara Municipal de Coimbra aos jornalistas e aos munícipes. Apresentada por Rui Duarte, a proposta foi feita «no sentido de o novo presidente iniciar um novo ciclo», pois, entendeu o vereador do PS, João Paulo Barbosa de Melo «deve ter a sua interpretação das decisões tomadas pelo anterior presidente, Carlos Encarnação».
Contudo, a primeira reunião liderada pelo novo presidente da Câmara de Coimbra manteve a posição anterior, ou seja, apenas é permitida a presença na primeira reunião de cada mês. Recorde-se que o actual executivo municipal, então presidido por Encarnação, deliberou, no início do terceiro mandato, fechar a porta a jornalistas e munícipes na segunda reunião de cada mês. Uma decisão tomada no dia 10 Novembro de 2009, data da primeira reunião do executivo comandado pelo anterior edil.
Segundo Rui Duarte, a explicação de João Paulo Barbosa de Melo para não aceitar a proposta fundamentou-se no facto deste «querer fazer alterações ao regulamento das reuniões da Câmara Municipal de Coimbra», razão pela qual, avançou o socialista, «perguntou se eu estava disponível para retirar a proposta». «Eu disse que sim, mas só se fosse logo ali assumido que dali para a frente as reuniões seriam abertas. Como não houve uma resposta clara do presidente, mantive a proposta», concretizou.
Ontem, o Diário de Coimbra tentou contactar João Paulo Barbosa de Melo e Francisco Queirós, de forma a procurar explicações para o seu sentido de voto, mas tal não foi possível até à hora de fecho desta edição. Refira-se que a participação dos órgãos de Comunicação Social nas sessões camarárias era uma prática instituída sem interrupções desde os anos 80, com a maioria da Coligação Por Coimbra a pôr termo a um costume que durava há quase três décadas, período durante o qual a autarquia foi liderada por presidentes eleitos pelo PS e pelo PSD.
«Estamos num órgão executivo e não numa assembleia. O momento de deliberação deve ser ponderado. Tenho o maior respeito pelos jornalistas e sei qual é o papel da Comunicação Social, mas sei, também, qual é o papel do executivo. Penso que é melhor para o executivo que assim seja. É a opinião que tenho», argumentou, à data do fecho das sessões, Encarnação, informando que «tudo aquilo que é deliberado pela Câmara é divulgado de acordo com a lei» após as reuniões.
A 10 de Novembro de 2009, na votação autónoma do artigo do regimento que determinou o afastamento dos jornalistas e munícipes de metade das reuniões, proposto por Carlos Encarnação, o socialista Carlos Cidade e o comunista Francisco Queirós votaram contra, com Álvaro Maia Seco e António Vilhena, eleitos pelo PS, a absterem-se.
Fonte: Diário de Coimbra